sexta-feira, 10 de junho de 2016
segunda-feira, 6 de junho de 2016
Noite da Delegação
A supervisão:
transferência e a presença do analista
Com Saú Pereira Tavares de Oliveira e
Katiuscia Kintschev
A Noite da Delegação é uma atividade aberta a interessados em estudar os temas propostos e direcionados pela Delegação Mato Grosso do Sul/Mato Grosso. Cada encontro será dirigido por um Membro da Escola Brasileira de Psicanálise ou Participante da Delegação, sob a coordenação de Fábio Paes Barreto, coordenador da atividade.
Os temas serão tratados de forma clara e teórica, atingindo assim, dos mais novos aos mais experientes interessados pela psicanálise.
Entrem em contato e reservem sua participação.
Esperamos vocês.
sexta-feira, 3 de junho de 2016
Colóquio Psicanálise e Adolescência
Argumento
Os fenômenos clínicos e sociais com os quais nos deparamos na contemporaneidade convocam-nos a revisitar o conceito de adolescência. Na perspectiva psicanalítica, discutir essa noção não é considerá-la como um momento bem definido, que delimita a transição entre a infância e a idade adulta, conforme propõe a psicologia do desenvolvimento. Durante a Conferência "Em direção à adolescência", em junho de 2015, Jacques-Alain Miller critica o binarismo fixado "infância-adolescência", ao considerá-lo como mero artifício significante, nas tentativas de apreensão conceitual da cultura. Com Freud e Lacan, tomamos a adolescência não como categoria cronológica, mas, em conformidade a uma perspectiva estrutural, na qual estão em jogo operadores lógicos e que determinam as rupturas características da puberdade, como Freud já advertia, nos seus "Três ensaios sobre a teoria da sexualidade". Dessa maneira, a ruptura da puberdade está marcada pelo fracasso das diversas tentativas de resposta face ao furo que o sexo provoca no Real. Se a fantasia, o sintoma e mesmo o posicionamento subjetivo na sexuação são insuficientes para dar conta do enigma da sexualidade, por outro lado, na puberdade, dispõe-se de um corpo vivificado para o encontro com outros corpos. É nessa disjunção que se instalam as mais variadas manifestações no corpo adolescente, de origem clínica propriamente dita - anorexia, bulimia, obesidade, passagens ao ato automutilatórias ("cutting") - e as que colocam o laço social em questão - desde as adições, as "body transformations/performances", até o recente episódio que escandaliza e horroriza o país: o estupro coletivo da jovem de dezesseis anos, no Rio de Janeiro.
Fábio Paes Barreto
Convidados
*Profa. Dra. Vera Lopes Besset, Coordenadora do Núcleo de Pesquisas CLINP-Clínica Psicanalítica/Universidade Federal do Rio de Janeiro-UFRJ, Psicanalista, Membro da Escola Brasileira de Psicanálise/EBP e da Associação Mundial de Psicanálise/AMP.
*Carlos Genaro Gauto Fernández, Psicanalista, Membro da Escola Brasileira de Psicanálise/EBP e da Associação Mundial de Psicanálise/AMP.
Público-Alvo
Estudantes de psicologia e profissionais interessados no tema da adolescência.
Data
24 de junho de 2016.
Horário
15h às 17h30m
Local
UFMS (Auditório a definir)
Programa
O adolescente e seu corpo - Profa. Dra. Vera Lopes Besset
Puberdade, Babel feliz. Quando os paradigmas vacilam - por Carlos Genaro Gauto Fernández
Coordenação dos trabalhos
Profa. Dra. Rosilene Caramalac, Doutora em Psicologia pela PUC/SP, Participante da Delegação Geral MS/MT/EBP.
Debatedor
Fábio Paes Barreto, Doutor em Psicologia pela UFRJ, Membro da EBP/AMP, Coordenador da Delegação Geral MS/MT/EBP
Realização
Universidade Federal de Mato Grosso do Sul/MS e Delegação Mato Grosso do Sul/Mato Grosso / EBP
Atividade de Biblioteca
"A anatomia é o destino?"
Debate após a projeção do longa-metragem "A garota dinamarquesa"
Com a participação dos psicanalistas:
Vera Lopes Besset, Coordenadora do Núcleo de Pesquisas CLINP-Clínica Psicanalítica/Universidade Federal do Rio de Janeiro-UFRJ, Membro da Escola Brasileira de Psicanálise/EBP e da Associação Mundial de Psicanálise/AMP.
Carlos Genaro Gauto Fernández, Membro da Escola Brasileira de Psicanálise/EBP e da Associação Mundial de Psicanálise/AMP.
Data
24 de junho de 2016.
Horário
19h
Local
Sede da Delegação Geral MS/MT/EBP.
Rua Rui Barbosa, 4138, centro. Cep: 79.002-364. Campo Grande MS.
Investimento
R$ 80,00
Informações/Inscrições (Vagas limitadas)
Telefones
67 - 3356-5194
67 - 99264-4014
E-mail: ebp.dgeralmsmt@gmail.com
Blog: Delegação MS/MT
Delegação Geral Mato Grosso do Sul/Mato Grosso
Escola Brasileira de Psicanálise/EBP
segunda-feira, 23 de maio de 2016
LINHAS, LETRAS E SOMBRAS
- fragmentos estéticos -
A realidade da natureza não nos basta! Longe disso!No labirinto de palavras e signos verte-se incessantemente o desejo e suas mil faces...É nesse turbilhão de improvisos e impermanências que engendramos a realidade poética, ou todos os outros cenários que nos tragam alguma beleza ou nos impulsione à invenção.Temos uma fome estética, ainda que às vezes possamos ficar inapetentes ou desapontados face ao fulgor do Real e as errâncias recorrentes do homem.Nesse sentido, as nossas alternativas são as linhas das formas, as letras poéticas e as sombras imagéticas, nossos recursos diante do absurdo da vida.Para experimentar uma existência, necessariamente precisamos ingerir beleza, a dieta de Deus, se Ele existir.Esse espaço foi criado para esse fim. Para que possamos partilhar belezas que bem poderiam ser divinas, mas, que por sorte foram profanadas e, por efeito, podemos acessar para o deleite dos corpos e seus sentidos tantas vezes adormecidos no gris do cotidiano...Inauguramos com Salgado Maranhão e Di Cavalcanti, dois brasileiros que com lápis e pincel um dia tocaram o corpo da Beleza...
Transfiguração sob o olhar de
Di Cavalcanti
São bocas rubras do vinho
de uma festa que não houve
são incêndios represados
são lábios sujos de love.
São segredos que se acoitam
na paisagem dos vestidos
são reveses que se atrevem
entre o haver e o havido.
Lume no lago dos olhos
que a aurora dissemina
são rumores da natura
no que é fêmea e femina.
São recatos do silêncio
nos desacatos da cor
é a estiagem úmida
do sonho que transbordou.
(Salgado Maranhão)
Colaborou: Ary Farias
sábado, 21 de maio de 2016
Envelope Formal
Esse texto foi publicado originalmente no Boletim Eletrônico UM POR UM, destinado exclusivamente aos Membros da Escola Brasileira de Psicanálise - EBP. É um comentário do texto de Frank Rollier, Psicanalista da École de la Cause Freudienne - ECF, que, por sua vez, foi publicado no
Scilicet O CORPO FALANTE - Sobre o Inconsciente no Século XXI, dedicado ao
X Congresso da Associação Mundial de Psicanálise, que ocorreu em abril de 2016
no Rio de Janeiro.
Envelope Formal
Comentário de Ary Farias
O instigante texto de Frank Rollier atualiza, em poucas linhas, a expressão original de Lacan, traduzida nos Escritos por invólucro formal do sintoma, no texto De nossos antecedentes. [1]
Numa abordagem inicial, tomamos o invólucro formal do sintoma a partir da sua constituição significante, donde em sua consistência simbólica transporta a demanda (queixa) endereçada ao campo do Outro, no caso um analista.
Ao formalizar seu sofrimento numa cadeia significante, o sujeito estrutura seu sintoma ao mesmo tempo em que criptografa no corpo, por assim dizer, seu sentido. Nesse paradoxo reside o desconexo sutil entre o que se estrutura na fala como demanda e o quê, do desejo, permanecerá indizível. Portanto, instâncias descoladas e nunca equalizáveis entre demanda e desejo. “Pois aí é que se vê que a insciência que o homem tem de seu desejo é menos insciência daquilo que ele demanda – que, afinal, pode ser cingido – do que insciência a partir da qual ele deseja.“ [2]
A partir disso e, num primeiro momento, interpretadas pelo viés das referências simbólicas, podemos pensar que a demanda de análise visava à restituição ou a retificação subjetiva, relembrado de alguma forma no texto de Rollier, a partir de Freud. Nessa perspectiva a intervenção analítica deveria acontecer no sentido de trazer à luz o significado oculto do sintoma, que se achava então embutido no desalinho ou na desdita contada pelo sujeito. Aqui, o corpo era ainda tomado tão somente como envelope fantasmático do sujeito. Pedia tradução.
Alinhado à demanda e tomado como metáfora do desassossego pulsional, o invólucro formal do sintoma traz em seu cerne os efeitos dos sismos semânticos que abalaram e fizeram vacilar em algum ponto a ficção gramatical em que o sujeito se sustentava. Uma ruptura nas acomodações entre o sujeito e o seu corpo, momento em que as solenidades simbólico-imaginárias do eu não mais abrigariam esse sujeito do mal-estar e dos desarranjos que daí pudesse decorrer. Essa descontinuidade na homeostase fantasmática do sujeito, de algum modo, sempre cintilaria o infortúnio da não conformidade sexual, leitmotiv de todo sintoma.
O instantâneo cultural e o corpo
Se seguirmos a indagação de Rollier a respeito da variação do invólucro formal do sintoma na evolução da cultura, veremos que o sintoma é sempre contemporâneo à febre diária do corpo vivo. A memória, o idioleto cardeal do corpo vivo para falar do tempo no pretérito, sempre atualiza o trauma da linguagem no cotidiano de cada parlêtre. Logo, o corpo, onde invariavelmente um gozo macera e um sintoma fala, traz o selo do Outro e seu lábaro cultural. Arriscando, poder-se-ia dizer que a linguagem é o ponto de ortodoxia do parlêtre.
Assim, o corpo em psicanálise, longe de ser um complexo orientado pela natureza, resulta do ravinamento de lalíngua na planície da carne e das cavilações da linguagem na relação com Outro. Acontecimentos que estruturam e corroboram os avanços de Lacan sintetizados no conceito de parlêtre. Nessa perspectiva conceitual observa-se a progressão da própria noção do inconsciente, na visada de um corpo definitivamente atravessado pelo significante – o corpo falante.
A imisção da palavra nas funções do organismo, “vestígio inesquecível” [3] e que chamamos de acontecimento de corpo resulta numa afecção que não é propriamente de sentido e sim de gozo. Desse modo, o corpo é o cadinho onde se fundem permanentemente gozo e sentido.
Nesse ponto, o invólucro formal do sintoma em homologia com o acontecimento de corpo traduz não outra coisa, senão, que a incidência da língua em seus efeitos de costume e estranhamento. Não todo colonizado pelo simbólico, um corpo é sempre o lugar dos motins de gozo. Por efeito, e paradoxalmente, o gozo do corpo afirma e protesta as premissas do viver junto, sob o pano de fundo invariável da não-relação-sexual.
Por fim, Frank Rollier ao ressaltar, na atualidade, a ascensão do objeto a em seus imperativos de gozo, esclarece sobre as práticas de corpo verificadas na clínica atual, cujo desvelamento se traduz na debilidade dos “ideais e marcas simbólicas” [4].
Essa tirania do excesso e a consequente dissolução dos laços, desbota o sentido (ocaso do Outro), sidera e aprisiona o corpo cada vez mais em programas de gozo isolado. Essa “solidão eloquente” do teatro contemporâneo, cujos paradigmas atuais são a pornografia e as práticas de adições tóxicas, constituem os principais “argumentos gozosos”, portanto errantes, do parlêtre diante dos impasses da vida e do insolúvel do sexo.
Descentrado (não analiticamente) de sua função bussolar, o Outro enquanto instância de suporte à lógica libidinal dos corpos encontra então seu lugar de rebotalho na cena contemporânea. A ferocidade do supereu acontecendo na esteira da debilidade do Outro.
Assim, o parlêtre, “mal envelopado” e sem destino seguro no gozo, pede uma intervenção analítica que, seguindo a orientação de Miller, deveria “afinar-se com a pulsação do corpo falante para se insinuar no sintoma” [5].
Em suma, diante do gozo mortífero e liquefeito do parlêtre, o analista lacaniano proporá contundente, porém, não sem poesia, a vértebra da palavra. Novas letras de gozo para grafar então seu Sinthoma.
[1] LACAN, Jacques. Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1998.
[2] LACAN, Jacques. Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1998, p. 829.
[3] MILLER, Jacques-Alain. Falar com seu corpo, In Revista Opção Lacaniana, n. 66, p.16. São Paulo, agosto de 2013.
[4] Cf. ROLLIER, F., em Envelope Formal. O inconsciente e o corpo falante, in: Scilicet. São Paulo, 2016.
[5] MILLER, Jacques-Alain. O inconsciente e o corpo falante, in: Scilicet. São Paulo, 2016. p. 32
sexta-feira, 20 de maio de 2016
XXI Encontro Brasileiro do Campo Freudiano - São Paulo/2016
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quarta-feira, 18 de maio de 2016
HEURECA DE QUARTA-FEIRA
Reza a lenda que Arquimedes (287-212 a.C.), Matemático grego-lacaniano, descabelado e diante de uma sinuca de bico com os números, de repente, num lampejo lógico, teria por fim encontrado a solução: HEURECA!!
Eis aí a manjedoura dessa famosa interjeição! Seguindo Lacan nas quartas-feiras (há mais de uma década), observamos que em vários momentos saímos numa pequena clareira teórica.
E é para coroar esses pequenos triunfos lógicos que inventamos esse espaço para compartilhar esses breves arroubos diante da densidade dos textos de Lacan...
18 de maio de 2016
Seminário 23 - o sinthoma, capítulo 8, página 123.AMOR , sublim AÇÃOAmor é...AMOR É...AMOR –ÇÃO...DevastAÇÃO...FormAÇÃO...Uni-AÇÃO...PulsAÇÃO...DevassIDÃOPerdi-AÇÃO...Em –contra-AÇÃO...Sem –em-contra-rAZÃO...Pura emOÇÃO...ConcluSÃO em VÃO....Apenas sentimentAÇÃO.........
Sinapse: Dulciana Apolinário
Seminário 23 - o sinthoma, capítulo 8, página 123.O homem "faz amor com seu inconsciente e nada mais".Lacan ao isolar o amor no UM INCONSCIENTE, sem com isso, desconsiderar o laço, faz aparecer que o muro da não-relação-sexual é construído com os tijolos dos significantes do amor...Sinapse: Ary Farias
terça-feira, 17 de maio de 2016
Atividades em 2016
Fique por dentro das nossas atividades
- Leitura dos Seminários de Orientação Analítica (às quartas-feiras)
Coordenação: Ary Farias e Carla Serles
- Grupo Conceitos (atividade quinzenal)
Coordenação: Katiuscia Kintschev
- Noite da Delegação (atividade mensal)
Coordenação: Fabio Paes Barreto e Luana Santos Silva
- Conversações (atividade mensal)
Coordenação: Carla Serles
- Ensaios: Giorgio Agamben (atividade mensal)
Coordenação: Saú Pereira Tavares de Oliveira
- Dia a dia da Clínica: Como o analista opera? (atividade mensal)
Coordenação: Regina Cheli Prati e Rosilene Caramalac
- Oficina de Estudos de Psicanálise: A Clínica do Real II e Olho Clínico - Um travelling entre Psicanálise e Cinema (atividade mensal)
Coordenação: Sueli Ignoti, Rondonópolis, MT
Informações: 67 3356-5194 / 67 9264-4014 ou ebp.dgeralmsmt@gmail.com
Esperamos vocês.
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Coordenação: Ary Farias e Carla Serles
- Grupo Conceitos (atividade quinzenal)
Coordenação: Katiuscia Kintschev
- Noite da Delegação (atividade mensal)
Coordenação: Fabio Paes Barreto e Luana Santos Silva
- Conversações (atividade mensal)
Coordenação: Carla Serles
- Ensaios: Giorgio Agamben (atividade mensal)
Coordenação: Saú Pereira Tavares de Oliveira
- Dia a dia da Clínica: Como o analista opera? (atividade mensal)
Coordenação: Regina Cheli Prati e Rosilene Caramalac
- Oficina de Estudos de Psicanálise: A Clínica do Real II e Olho Clínico - Um travelling entre Psicanálise e Cinema (atividade mensal)
Coordenação: Sueli Ignoti, Rondonópolis, MT
Informações: 67 3356-5194 / 67 9264-4014 ou ebp.dgeralmsmt@gmail.com
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sexta-feira, 13 de maio de 2016
terça-feira, 8 de setembro de 2015
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